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A Deturpação Da Crítica De Arthur De Gobineau à Miscigenação



RESUMO Autor se debruça a respeito texto de meados do século 19 em que diplomata e aristocrata francês trata da diluição (e eventual morte) das culturas na miscigenação ("anarquia étnica", em suas palavras). Ensaio que esboçava uma filosofia da história foi progressivamente instrumentalizado por ideólogos do racismo. Dois anos antes da abolição da escravatura nos EUA (1865), fundou-se em Londres a População Antropológica, para apoiar os racistas do sul americano.



Manifestações de intolerância e movimentos de Um Homem Não Perde Aquela Que é Considerável pra manter uma espécie de supremacia branca norte-americana colocam na ordem do dia uma nova conversa sobre o racismo e tuas atualizações. Parece que o fantasma de Gobineau levanta do túmulo pra assombrar o presente. Mas há nos Estados unidos uma longa tradição de intolerância.



Bravatas de Trump contra mexicanos, dessa maneira, não são disparates da última hora. No caso do novo mandatário, a intolerância constitui, antes de mais nada, uma tradição pessoal. O histórico racista de Trump foi analisado pelo jornalista Nicholas Kristof, do "New York Times". O republicano foi processado por se recusar a alugar apartamentos pra negros. Assim como retuitou mensagens de simpatizantes nazistas. Entretanto o que Kristof conclui é que há uma contradição nos discursos do presidente, já que "muçulmanos e hispânicos são capazes de ser de qualquer raça -desse jeito novas dessas declarações tecnicamente refletem mais intolerância do que racismo".



Parece firula de linguagem, entretanto é episódio que o crime de opinião não pode ser tomado como o racismo por inteiro, que é um sistema de raciocínio que o justifica para os que o praticam. Sem doutrina, o "civilizado" se bestializa, iguala-se a tua vítima, nivelando-se a quem considera sem alma.



A doutrina oferece à selvajaria o sentido de função; define os "bad hombres" (sic). No mundo cristão, construiu hierarquias baseadas pela crença de que quota da humanidade era desprovida de alma. Foi o cimento ideológico do colonialismo e do imperialismo. Como o capitalismo recria incessantemente a diferença, ele repõe premissas do racismo.









  • 67 "Viagem" Mike Kelley Michael Fresco 9 de Março, 2006 16




  • oitenta e nove "O Caso dos Franks" J.J. Philbin Norman Buckley 1º de Fevereiro, 2007 13




  • Rosalina soares bizelli falou




  • Mikhail Bakunin. “Organização”. In: Max Nettlau. Op. Onde Posso Achar Um Homem Prazeroso? , p. 213




  • 11- Mesma academia




  • vince e seis de maio de 2014 às 22:Cinquenta e oito / Responder




  • A educação nas escolas não é bom e os brasileiros não sabem dos direitos que têm






E domina-se por que, depois de entender a "inégalité" das raças, Gobineau, redescoberto meio século após ter escrito um livro inexpressivo, foi usado como doutrina, a despeito de seu propósito fosse estudar a humanidade viva iluminada na humanidade morta. Contudo não se podes ler raça no século 19 como lemos hoje, com enfoque somente físico.



Havia naturalistas que contavam até sessenta e três raças humanas. Talvez portanto o "Essai" de 1853 de Gobineau (escritor eclético dedicado a defender a aristocracia francesa frente aos riscos de decadência prenunciados na Revolução) nunca tenha sido a bíblia do racismo como, de forma desavisado, se crê. Como Perder O Pavor De Dirigir cerne do racismo do século dezenove residiu na crença poligenista de que Deus havia formado cada raça humana como espécie separada, sendo negros e brancos tão distintos como "cavalos e jumentos".



Para redigir o volume, ele estuda detidamente os argumentos de dezenas de poligenistas; a bibliografia não inclui Gobineau, e isso por causa da seriedade ínfima de suas ideias. Ao fim e ao cabo, Darwin mostrará que o homem é destas espécies polimórficas, nas quais as diferenças secundárias (cor da pele, cabelo etc) não incidem nos caracteres definidores da espécie ou na sua expansão.



Ele dirá ainda que a carinho entre grupos humanos diferentes é dos últimos desenvolvimentos morais da humanidade e ainda está em método de consolidação, que se completará quando barreiras artificiais (políticas) entre estes núcleos forem derrubadas. O "Essai" de Gobineau fica em melhor moldura intelectual como obra do romantismo oitocentista -tão afeito ao estudo das culturas, especialmente o orientalismo- influenciada por um desse modo imberbe cientificismo (que desembocará em Darwin).